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Mais uma turma se forma no Casados para Sempre

Chegamos ao fim de mais uma turma do curso Casados Para Sempre. Expectativas foram superadas, casais foram impactados e vidas transformadas. Mais uma vez Deus trabalhou de forma intensa através deste curso.

O Casados Para Sempre é um dos cursos do MMI (Ministério Matrimonial Internacional), e trabalha junto com a igreja local para curar e fortalecer os casamentos. O curso é uma ferramenta que visa fortalecer o casal para o ministério de uma só carne a fim de cumprir o chamado que Deus tem para eles.

Nesse primeiro semestre de 2018, 13 casais dispuseram de um pouco do seu tempo para se dedicarem aos seus casamentos. Muitos chegaram sem muitas expectativas, outros já esperavam grandes coisas, contudo todos os casais terminaram de forma diferente da que começaram o curso.

Cicinho e Adriana foi um dos casais que tiveram uma mudança radical na forma de se relacionar, eles são casados há 14 anos e tinham coisas que precisavam ser resolvidas, mas eles não sabiam como. O curso proporcionou a eles ferramentas para que as mudanças necessárias ocorressem; em seu testemunho público ao final do curso Cicinho confessou que de início não queria fazer, mas que agora se sente muito grato pois têm um casamento muito mais feliz, “hoje conversamos mais, entramos em acordo sobre as coisas, até dividimos as tarefas de casa”, relatou ele. Adriana comenta feliz que “o curso nos mostra que podemos ter um casamento feliz colocando em prática as treze lições. O primeiro passo é entender que casamos não para ser feliz, mas para fazer nosso amado feliz; o segundo passo é fazer valer os nossos papéis em casa. Hoje posso dizer que meu casamento está no rumo que sempre sonhei”.

O objetivo do Casados para Sempre é entregar ferramentas aos casais para que eles mesmos possam consertar o que julgarem necessário para que tenham uma vida a dois de qualidade e um lar feliz.

Débora Pinheiro, uma jovem de 25 anos que também acaba de se formar, casada há dois anos e 5 meses, está cheia de gratidão por ter tido a oportunidade de usufruir de cada lição, “agradeço aos meus pastores, líderes e irmãos que me acompanharam nessa caminhada”. Ela reconhece que haviam coisas a melhorar em sua vida e que está conseguindo progredir em todas as áreas, “aprender mais sobre o propósito de Deus para a minha família vale a pena. E pagar o preço nem sempre significa sacrifício, é apenas mais um caminho escolhido pelo Senhor para deixar cair a venda que nos impede de enxergar a realidade”.

O curso Casados para Sempre não fará milagres em sua vida, na vida da sua família ou no seu casamento, mas as ferramentas que lhe serão entregues fará com que você tenha a capacidade de transformar a realidade do seu lar. Cada lição é baseada em princípios deixados pelo próprio Deus em Sua Palavra e transformarão cada vida que realmente se dispuser a encarar o desafio da mudança. A garantia de sucesso das palavras escritas na apostila que cada casal recebe não vem dos idealizadores do curso e nem dos ministrantes, mas sim da Palavra de Deus, viva e eficaz para mudar toda e qualquer situação.

Tivemos nessa turma casais que estão juntos há 34 anos e outros somente há 10 meses. O tempo de casamento não determina se o casal terá problemas para resolver ou não. Todo casamento é um desafio, são duas pessoas completamente diferentes que querem passar o resto de suas vidas juntos e investir em conhecimento para fazer isso da melhor forma possível vale muito a pena.

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Por que devemos nos preocupar com a igreja local?

Um jovem casal se muda para o interior do estado e pesquisa ao redor para encontrar uma igreja que se adéque às suas necessidades e atenda às suas exigências em termos de culto e de outras pessoas da sua idade. Ambos amam ao Senhor e querem servi-lo em tempo integral no exterior de alguma forma, mas a maioria das outras igrejas com as quais se envolveram não parecem tão interessadas em sua visão. Eles, na verdade, nunca foram tão envolvidos em uma igreja local, eles não veem qualquer benefício em ser um membro e sentem que, como instituição, a igreja está ultrapassada e sem conexão com o mundo real. Eles estão pensando em ir para o exterior por conta própria e não conseguem ver porque teriam de ser membros de igreja para serem capazes de fazer grandes coisas para Deus.

Eu me pergunto que conselho nós daríamos a eles se eles viessem a nós em busca de aconselhamento

Muitas pessoas hoje veem a igreja como esse jovem casal. Eles a veem como ultrapassada e sem conexão com o mundo. Veem os sistemas e estruturas mais como obstáculos do que auxílios para o que eles sentem que Deus quer que eles façam com as suas vidas. Eles não vêem a membresia de uma igreja local como algum benefício real qualquer. Há várias atitudes dos membros de igreja: Indiferença (não se incomodam), ignorância (não sabem), indecisos (não conseguem se decidir) e independentes (nós faremos o que quisermos). Há cada vez mais desses últimos tipos – Cavaleiros Solitários Cristãos – que não se importam com o que a Bíblia ensina. Eles não querem pessoas se intrometendo, dizendo como eles devem viver suas vidas. Querem vir à igreja receber o que quiserem dela e ir embora quando estiverem cheios.

Há muita evidência implícita na Bíblia para apoiar o conceito de membresia de igreja.

Isso deixa o pastor dos dias modernos com muitos problemas. O não menos importante dentre eles é o problema de que muitas pessoas se encontram em pecado grave ou se sentem isoladas o fazem porque não entenderam que a intenção de Deus para a igreja local é que seja central para a vida de todos os crentes.

Onde está a membresia de igreja na Bíblia?

O Fato é que não há textos específicos sobre membros de igreja nas escrituras. No entanto, há muita evidência implícita na Bíblia para apoiar o conceito de membresia de igreja.

Liderança da igreja

1Timóteo. 3.1-13 e Tito 1.5-9 estabelecem as qualificações para os líderes da igreja. Não só isso, mas Hebreus 13.17 é muito explícito quando ordena os crentes a se submeterem aos líderes. Esta estrutura só funciona quando há uma estrutura implementada. Se não há membresia, então não há ninguém para os líderes liderarem. Nossa responsabilidade de se submeter aos nossos líderes é absurda se não há um grupo anexado a eles de alguma forma.

Disciplina eclesiástica

1Coríntios 5.9ss muito claramente afirma que era para a congregação “expulsar” da sua comunhão um homem envolvido em pecado sexual. Cristo, do mesmo modo, ordenou algo semelhante em Mateus 18.15-17. A escritura faz isso para que possamos manter uma clara distinção entre o povo de Deus, a igreja e o mundo ao redor. Se não há nenhuma maneira visível e prática para determinar quem pertence à igreja e quem pertence ao mundo, então expulsar alguém da comunhão não tem significado real.

Nós vemos em Atos 2.37-47 que há um registro numérico daqueles que professaram a Cristo e foram cheios do Espírito Santo (v. 41) e uma notificação de que a igreja estava acompanhando o crescimento (v.47).

Em Atos 6.1-6, nós vemos eleições acontecendo a fim de tratar um problema e uma acusação específicos.

Em Romanos 16.1-16, nós vemos o que parece ser uma percepção de quem é um membro de igreja.

Em 1Timóteo 5.3-16, nós vemos um ensino claro sobre como lidar com as viúvas na igreja, e nos versos 9-13 nós lemos isso:

Não seja inscrita senão viúva que conte ao menos sessenta anos de idade, tenha sido esposa de um só marido, seja recomendada pelo testemunho de boas obras, tenha criado filhos, exercitado hospitalidade, lavado os pés aos santos, socorrido a atribulados, se viveu na prática zelosa de toda boa obra. Mas rejeita viúvas mais novas, porque, quando se tornam levianas contra Cristo, querem casar-se, tornando-se condenáveis por anularem o seu primeiro compromisso. Além do mais, aprendem também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem.

Nesse texto, nós vemos critérios para quem se qualificava ou não para o programa de Éfeso de assistência a viúva. A igreja local em Éfeso é organizada e eles estão elaborando um plano. Assim, parece haver evidência de uma membresia de igreja comprometida em um nível local.

O que significa ser um membro da igreja comprometido de uma congregação local?

  • Ameis uns aos outros

João 13.34-35. Essa tem que ser a marca principal de um membro de igreja comprometido. A igreja local é o único lugar onde podemos mostrar amor comprometido uns aos outros. É na igreja local que o nosso amor uns para com os outros se torna aparente ao mundo.

 • Encorajeis uns aos outros

Hebreus 10.24-25. Uma membresia de igreja fiel está associada a estimularmos uns aos outros. Isso certamente significa que estamos em uma frequência regular. Quais as outras vantagens de uma frequência regular?

 • Um pacificador

Romanos 14.19; Tiago 3.18. Isso nos descreve como membros? Como isso seria na prática?

 • Edifica os outros

Efésios 4.11-16. É por isso que os membros se reúnem. Para desenvolver uns aos outros e edificar uns aos outros. Como podemos fazer isso melhor na NCC?

 • Suporta uns aos outros

Todos os crentes são caracterizados pela longanimidade e paciência, frequentemente em face de decepções, frustrações, perdas, ataques, difamações e ofensas (Mateus 18.21-22; Romanos 15.1). Ao levarmos as cargas uns dos outros, nós cumprimos a lei de Cristo (Gálatas. 6.2). Como podemos fazer isso melhor na NCC de forma prática?

 • Apoia a obra do ministério

Romanos 12.6-8. Todos os nossos esforços e talentos deveriam ser empregados, à medida que procuramos servir, dentro da nossa igreja local. Há algum ministério da igreja que poderíamos apoiar melhor?

O problema para muitos de nós é que não damos valor à igreja local. Não damos valor à comunhão. Escute esta citação:

“É pela graça de Deus que uma congregação é autorizada a se reunir visivelmente neste mundo para compartilhar a palavra e o sacramento de Deus. Nem todos os cristãos recebem essa benção. Os aprisionados, doentes, os solitários dispersos, os pregadores do evangelho em terras pagãs estão sozinhos. Eles sabem que a comunhão visível é uma benção. Portanto, permita àquele que até agora tem tido o privilégio de viver em vida comum cristã com outros cristãos, louvar a graça de Deus do fundo do seu coração. Permita-o agradecer a Deus de joelhos e declarar: é graça, nada mais que graça sermos autorizados a viver em comunidade com irmãos cristãos.” (Boenhoffer)

Uma breve explicação sobre um cara que você deveria conhecer

Alguém já te disse que não gostava de você assim que te conheceu?

Alguém já te disse que você deveria mudar o jeito que fala, anda ou come? Alguém já apontou um suposto defeito em você que não te incomodava, afinal fazia parte de quem você era? Alguém já disse que você deveria falar mais, ser mais expressivo, extrovertido, desinibido, mais sorridente ou cauteloso, centrado e sério, menos chorão, menos sentimental, comilão, briguento… Chegaram até a apontar coisas em seu corpo, seu cabelo, suas roupas que deveriam “melhorar”. Você já soube que alguém tinha dito essas coisas sobre você a outra pessoa? Eu sei como é.

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Você conhece as boas novas?

Quando era criança gostava muito de um doce chamado marmelada¹, durante algum tempo procurei nos supermercados, mas faz algum tempo que tomei consciência de que estes doces assim como muitas coisas do “meu tempo” não existem mais, isso infelizmente se aplica também a igreja, muitas das práticas comuns à igreja no passado, hoje já não existem. Uma das práticas que a igreja moderna tem perdido é o evangelismo que quando ocorre parece sem efeito, quando se fala em evangelização a igreja entra em crise perguntando “De que forma conseguiremos transmitir o evangelho a esse mundo pós-moderno? ”.

Martyn Lloyd-Jones em de seus sermões fala sobre Marcos 9, em que Jesus deixa o monte da transfiguração e encontra seus discípulos tentando expulsar um demônio de um menino. Depois que Jesus liberta o menino da presença demoníaca, os discípulos lhe perguntam: “Por que não pudemos nós expulsar? ”. E Jesus responde: “Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração e jejum” (Mc 9:28,29). Jesus estava ensinando a seus discípulos que seus métodos usuais não funcionariam com “esta casta”.

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PRINCÍPIOS DE DEUS PARA O CASAMENTO

Meu espanto ainda é grande quando vejo que poucos “crentes” conhecem o princípio de Deus para o casamento, quase sempre deparo-me com pensamento de casais desejando a separação ou jovens me perguntando por que não podem praticar sexo antes do casamento de eles se “amam”.

Como seria salutar a todos se ao invés de perder tanto tempo nas rede sociais, investíssemos nosso tempo no conhecer ao Senhor.

Paulo responde algumas perguntas que ainda hoje são feitas pela igreja. O capitulo 7 de I Coríntios é a mais longa discussão sobre sexualidade e assuntos correlatados em todas as cartas de Paulo. As instruções ali mencionadas, não se encontram em nenhuma outra parte de seus escritos.

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Promessa do Espírito Santo

Parece, pelo menos nos últimos trimestres, que nossa comunidade está perdendo muito sua paixão pelo Batismo no Espírito Santo. Se esse é o caso, nós somos tentados a culpar a crescente influência de uma cultura sensorial e materialista. Mas talvez nós, os responsáveis por pregar, ensinar e pastorear as pessoas, temos nos tornado teologicamente deficientes por um lado, e possivelmente intimidados por teologias emergentes e não pentecostais por outro lado. Será que estamos planejando, cuidadosamente e intencionalmente, que pregações, cultos e outros ministérios perpetuem o batismo no Espírito Santo e uma vida plena no Espírito?

Este é o primeiro artigo da série em que eu e Tim Enloe iremos apresentar o melhor da atual reflexão teológica pentecostal, que esclarece e amplia os fundamentos bíblicos de nossa história e crenças, bem como sugestões práticas para fortalecer a pregação e a formação espiritual dentro das igrejas locais. Neste artigo, eu examino brevemente importantes facetas do ensino do Antigo Testamento que fundamentam a prática e a doutrina pentecostal na revelação bíblica como todo.

A Promessa no Antigo Testamento

O que Deus realizou no Novo testamento, Ele começou no Antigo Testamento. O Antigo Testamento foi a primeira Bíblia da Igreja Primitiva. A Igreja Primitiva usava o Antigo Testamento para fundamentar seu entendimento sobre o nascimento, o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus. O Antigo Testamento também introduz o trabalho do Espírito de Deus, de quem a identidade e funções aparecem gradativamente através das épocas e vem a ser concretizadas no Novo Testamento. Seria difícil entender algumas passagens do Novo Testamento se não fosse à luz que o Antigo Testamento joga sobre elas. [1]

O Novo Testamento identifica o Espírito Santo como o “Espírito Santo prometido”. Antes da sua ascensão, Jesus disse “Eu lhes envio a promessa de meu Pai” (Lucas 24.49) [2].  Pedro escolheu cuidadosamente este assunto em seu inspirado sermão no dia de Pentecoste, “Exaltado à direita de Deus, Ele recebeu do Pai o Espírito Santo prometido e derramou o que vocês agora veem e ouvem” (Atos 2.33). Paulo falou sobre “a promessa do Espírito” (Gálatas 3.14) e sobre “o Espirito Santo da promessa” (Efésios 1.13). Enquanto Jesus falava nos evangelhos do Pai como aquele que dá o Espírito Santo (Lucas 11.12; João 14.16), o uso do profeta Joel por Pedro indica que Deus primeiro deu a promessa do Espírito através das importantes profecias do Antigo Testamento (Joel 2.28,29; ver também Isaías 32.15; 44.3-5; Ezequiel 11.19,20; 36.26,27; 37.1-14; 39.29; Zacarias 12.10).

O conhecimento do trabalho do Espírito na economia antiga contribui para nosso entendimento de seu trabalho nos Evangelhos, em Atos e nas epístolas. Este artigo irá focar em várias narrativas e profecias chave do Antigo Testamento que fornecem um notável guia de seu trabalho na era do Novo Testamento.

Moisés e os anciãos

Moisés foi o profeta do Antigo Testamento por excelência. Seus milagres durante as pragas no Egito e aqueles manifestados durante a peregrinação no deserto por Israel atestam o jeito extraordinário que o Espírito de Deus atuava através dele. Contudo, o papel do Espirito em seu ministério não é revelado no Pentateuco até Números 11. Aqui, as constantes murmuração e reclamação do povo esgotaram a vitalidade e o entusiasmo de Moisés. Numa linguagem atual, ele estava esgotado. Enfraquecido e deprimido, ele clamou ao Senhor, “Não posso levar todo esse povo sozinho; essa responsabilidade é grande demais para mim. Se é assim que vais me tratar, mata-me agora mesmo; se te agradas de mim, não me deixes ver a minha própria ruína” (Números 11.14,15: ARA).

O Senhor arranjou uma solução surpreendente e inesperada, “Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel. […] tirarei do Espírito que está sobre ti e O porei sobre eles” (Números 11.16,17: ARA). O resultado pretendido?  “Contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente” (vs. 17). Entendemos que a excepcional sabedoria e o poder de Moisés foram mediados através dele pelo Espírito de Deus. Moisés foi um portador preeminente do Espírito.

Deus está mostrando que o mesmo Espírito que capacitava e estava sobre Moisés é inesgotável e também está disponível para ser colocado sobre um grupo de líderes, outros além de Moisés. E isso, sem diminuir o prestígio e o poder de Moisés (assumimos que Arão e Miriã, ambos profetas, também eram movidos pelo Espírito).

Deus é específico sobre o trabalho do Espírito que é atuar sobre a vida daqueles 70 anciãos. “Contigo levarão a carga do povo, para que não a leves tu somente” (Números 11.17: ARA). O Espírito irá estimular e guiar as funções de liderança para um maior grau de efetividade e utilidade.

Algo mais ocorreu que, pela sua inclusão na narrativa, é importante na experiência dos anciãos. “Quando o Espírito repousou sobre eles, profetizaram; mas, depois, nunca mais” (Números 11.25: ARA). Os anciãos não foram chamados para serem profetas, nem atuaram, até onde sabemos, nesse ofício posteriormente. Assim, o Senhor escolheu usar uma notável experiência temporária de profecia como um sinal para confirmar que o Espírito veio sobre os anciãos. O sinal do discurso profético foi convincente a Moisés, aos anciãos, e outros que testemunharam o evento ou tiveram o evento relatado com segurança para eles. A experiência pública e tardia (providencialmente?) no acampamento de Eldade e Medade foi um testemunho à comunidade, uma antecipação do mini-Pentecoste (Números 11.26).

Saul e Davi

As falhas espirituais de Saul mancharam tanto a sua reputação que tendemos a negligenciar, ou possivelmente não levar em conta, o trabalho do Espírito nele inicialmente. O Senhor escolheu Saul para ser o primeiro rei de Israel, revelada a Sua vontade ao profeta Samuel, então ordenou que Samuel ungisse Saul como rei (1 Samuel 9.16; 10.1). O ato da unção foi símbolo da escolha de Deus e feito na direção de Deus, garantindo a vinda do Espírito em poder.

Após ungir Saul privadamente, Samuel deu-lhe três sinais para serem cumpridos. O último dos três era, “Você encontrará um grupo de profetas. […] O Espírito do Senhor se apossará de você, e com eles você profetizará, e será um novo homem. Assim que esses sinais se cumprirem, faça o que achar melhor, pois Deus está com você” (1 Samuel 10.5-7). A natureza e ordem dos eventos que se seguem são significantes. “Quando se virou para afastar-se de Samuel, Deus mudou o coração de Saul” (10.9). Mais tarde, quando Saul encontrou o grupo de profetas, “o Espírito de Deus se apossou dele, e ele profetizou no meio deles” (1 Samuel 10.10).

O historiador sagrado cuidadosamente descreve o trabalho de Deus em Saul como realizado em duas etapas seguidas. Primeiro, veio uma mudança de coração; segundo, o Espírito veio em visível manifestação de poder e de profecia, o que lembra os setenta anciãos.

Nem Saul, nem tampouco os anciãos foram chamados para serem reconhecidos como profetas. Mas em cada caso, a experiência temporária de profecia foi um sinal da vinda do Espírito, em poder, sobre eles para a realização de tarefas de liderança. Além disso, Saul passou uma clara experiência do Espírito, em duas etapas. Os pecados e a apostasia de Saul durante seu reinado de 40 anos não invalidava o fato de que Deus o escolheu para ser o primeiro rei de Israel e forneceu a necessária mudança de coração e poder miraculoso para liderar e livrar Israel.

As Escrituras também atestam outro marcante trabalho do Espírito na chamada de Davi. Samuel, na direção direta de Deus, “apanhou o chifre cheio de óleo e o [Davi] ungiu na presença dos seus irmãos, e, a partir daquele dia, o Espírito do Senhor apoderou-se de Davi” (1 Samuel 16.13). Ao contrário de Saul, a Bíblia não diz se Davi sofreu uma mudança de coração. Também, ao contrário de Saul, o Espírito veio sobre Davi desde aquele dia em diante. Assim, Davi, diferentemente de outros sacerdotes, profetas e reis no Antigo Testamento, tinha a presença do Espírito constantemente em sua vida.

Mesmo sendo um menino, Davi parece ter tido um relacionamento precoce e excepcional com Deus. Portanto, o Espírito, sem dúvida já trabalhando dentro dele, veio sobre ele de uma maneira tão visível e poderosa que não teve necessidade de reportar nenhuma mudança de coração. E a derrota de Golias – vindo logo em seguida na narrativa- demonstrou publicamente a sabedoria, a paixão e o poder do Espírito em Davi (1 Samuel 17). Vemos a continuidade e importância do Espírito na vida diária de Davi em sua oração após Natan o confrontou pelo seu adultério e assassinato: “Não me expulses da tua presença, nem tires de mim o teu Santo Espírito” (Salmos 51.11).

É evidente que o Espírito dotou Davi com um vasto espectro de habilidades – como guerreiro e líder militar, administrador, músico e cantor, poeta e profeta, arquiteto e construtor (ver 2 Samuel 23.2 ; 1 Crônicas 28.12,19). Davi é um dos maiores homens do Antigo Testamento, o prenúncio de nosso Senhor Jesus Cristo que é identificado como o “filho de Davi”. Saul e Davi, juntamente com Moisés e uma série de outros grandes nomes do Antigo Testamento, levantam-se na tradição de grandes líderes carismáticos de Israel, assim chamados pelo jeito em que o Espírito veio sobre eles em poder dinâmico.

Bezalel e Aoliabe

A primeira ação definitiva do Espírito sobre indivíduos registrada no Antigo Testamento é encontrada no livro de Êxodo. Ele está incluso na narrativa antes do relato de Moisés e os anciãos em Números 11. O contexto desse evento é a direção do Senhor a Moisés para construir o tabernáculo e seus utensílios conforme um plano exato (Êxodo 25.8,9). Mas Deus não seu somente a Moisés um modelo, Ele também providenciou pessoas cheias do Espírito para a construção e arte: “Eu escolhi Bezalel […] e o enchi do Espírito de Deus, dando-lhe destreza, habilidade e plena capacidade artística para desenhar e executar trabalhos em ouro, prata e bronze, para talhar e esculpir pedras para entalhar madeira e executar todo tipo de obra artesanal. Além disso, designei Aoliabe […] para auxiliá-lo” (Êxodo 31.2-6; ver também Êxodo 35.30-35).

Pela primeira vez, nós aprendemos que o Espírito criativo concede sabedoria e habilidade para pessoas específicas realizarem tarefas físicas e educativas facilitadoras do plano redentor de Deus. Nesse caso, os dons espirituais têm a ver com visão criativa, destreza e habilidades de ensino e liderança para poderem concretizar o que é dado por Deus. Não está muito distante este relato para com a discussão de Paulo sobre os conhecidos dons de serviço em Romanos 12.6-8 (por exemplo: serviço, ensino, encorajamento, contribuir segundo as necessidades de outros, liderança e mostrar misericórdia).

Jeremias, Ezequiel e Joel

Olhando para o futuro, o profeta Jeremias previu, “’Estão chegando os dias’, declara o Senhor, ‘quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. […] Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações […]’” (Jeremias 31.31-33). Jeremias previu uma profunda conversão que ainda viria para o povo da aliança de Deus. (Quando o escritor aos Hebreus cita essa profecia, como outros escritores do Novo Testamento, ele diz, “o Espírito Santo também nos testifica a este respeito” [Hebreus 10.15]).

Ezequiel falou em termos similares, mas conectou o trabalho soteriológico antecipado de Jeremias diretamente ao Espírito de Deus. “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e obedecerem fielmente às minhas leis” (Ezequiel 36.26,27). Ao invés de enfatizar o poder carismático do Espírito, essas duas profecias focaram no poder soteriológico do Espírito.

No caso do profeta Joel, existe uma notável continuidade entre suas palavras e aquelas usadas por Moisés. Conscientemente ou não, Joel pegou o motivo profético encontrado na oração de Moisés quando ele soube que Eldade e Medade estavam profetizando no acampamento: “Quem dera todo o povo do Senhor fosse profeta e que o Senhor pusesse o seu Espírito sobre eles!” (Números 11.29). Olhando para o tempo de cumprimento, Joel proferiu estas palavras do Senhor, “E, depois disso, derramarei do meu Espírito sobre todos os povos. Os seus filhos e as suas filhas profetizarão, os velhos terão sonhos, os jovens terão visões. Até sobre os servos e as servas derramarei do meu Espírito naqueles dias” (Joel 2.28,29). Embora Joel certamente não estivesse indiferente sobre a mudança espiritual entre o povo da aliança, ele previu uma doação profética universal para eles. A ênfase desse texto crucial, o texto fundamental para o discurso profético inicial de Pedro para a nova aliança, é carismática – todo o povo de Deus está para se tornar profeta.

Provisão para o futuro

Essas notáveis características da pneumatologia do Antigo Testamento revela vários aspectos do trabalho do Espírito aparecem mais claro no Novo Testamento. Muitos pontos são particularmente importantes para esta série.
1.1  Nas narrativas do Antigo Testamento, o Espírito geralmente vem de modo poderoso e experimental, que nos referimos como carismático. O termo vem da palavra que Paulo usa geralmente para dons espirituais (charismata) e usualmente significa em discussões teológicas a presença supernatural e experimental da presença e trabalho do Espírito.

1.2  As narrativas também fornecem pistas do trabalho soteriológico do Espírito. Por soteriológico, referimo-nos à renovação espiritual e santificação, ou maturidade do povo de Deus.  Lembra-se do novo coração de Saul e a experiência de Davi a partir daquele dia, assim como sua preocupação de que o Espírito não fosse retirado dele por causa do seu pecado.

1.3  As promessas do Antigo Testamento sobre a obra do Espírito em tempos futuros incluem tanto referências carismáticas como soteriológicas do Espírito. Ezequiel conecta diretamente a experiência de salvação pessoal ao Espírito Santo. Joel, em contraste, traça nitidamente a obra carismática universal do Espírito conforme Ele derrama o dom de profecia sobre todo o povo de Deus.

1.4  Tanto nas narrativas históricas como nas promessas proféticas, os dotes carismáticos do Espírito mostram-se como eventos observáveis e experimentais, frequentemente acompanhados de uma característica elocução profética.


Edgar R. Lee é doutor em teologia sacra, decano emérito e professor no Seminário Teológico das Assembleias de Deus, em Springfield, Missouri . Também faz parte da comissão de pureza doutrinária do Concílio Geral das Assembleias de Deus dos Estados Unidos. O texto foi publicado originalmente na revista Enrichment Journal.

Tradução: Charles Souza

Retirado do site teologia Pentecostal – Gutierres Fernandes

Não há pão na casa de pão

Migalhas no chão e prateleiras vazias

A presença de Deus tem deixado de ser prioridade na igreja moderna. Estamos como uma padaria que funciona próximo da minha casa, muito “requintada“, iluminação especial, arquitetura moderna, muita diversidade alimentícia, atrai pela beleza exterior e interior, mas outro dia, por volta das 17hs fui comprar pão na padaria, para minha infeliz surpresa não havia pão na padaria, a moça perguntou-me se eu gostaria de comprar outra coisa, um café, um salgado, percebi que ali se tornara um centro de bate-papo com amigos, haviam algumas pessoas tomando café e conversando, o local é bem frequentado, inclusive por lideranças do município, aquela padaria agora era um local de encontro de amigos. Assim é que se encontra a igreja ou pelo menos parte dela, padaria abertas, mas sem pão, ofertando muitas outras coisas, um local de encontro dominical com os amigos. Não sei se o dono da padaria onde fui comprar o pão, que é um português, teve a intenção que sua padaria se tornasse um ponto de encontro entre amigos e que ofertasse muitas outras coisas, mas que vez ou outra, falta pão, mas sei que o Senhor nunca desejou isso para sua igreja, ao afirmar que Ele é o Pão da vida e quem d´Ele se alimentasse nunca teria fome (João 6:35), expressou o desejo que sempre que alguém procurasse por pão, acharia.

Perguntou-me se realmente desejamos ofertar pão, ou se apenas estamos interessados no bate-papo ao redor dos fornos frios e prateleiras vazias. Alguns dias atrás fiz uma enquete sobre o porque de irmos aos cultos de oração, muitos responderam de pronto: “para pedir“, outros “para receber bênçãos“, uns poucos “para louvar“, me pergunto, será que sabemos o que Jesus quer que façamos, sabemos o que Ele fez ou onde Ele está agora? Ou será será que estamos ocupados demais varrendo as migalhas caídas no chão achando que isso é alimento para nossa vida?

No dia que Jesus entrou triunfalmente em Jerusalém montado em um jumento, talvez tenha passado em frente a alguma sinagoga onde religiosos faziam suas orações, até imagino a cena: ” O que está acontecendo, que perturbação é essa? Que passeata é essa? Vocês estão perturbando o sumo sacerdote! Não sabem o que estamos fazendo?! Estamos realizando um importante culto de oração aqui, estamos orando pela vinda do Messias! Quem é o responsável por esse tumulto?

Está vendo aquele moço montado no jumentinho?

Estavam ocupados demais com migalhas que perderam o Pão da vida, o Messias veio e eles não se deram conta disso. Eles esperavam o Messias de um outro jeito, a forma que Jesus veio era contraria a forma esperada, e por isso não foi aceito. Nós queremos que Jesus faça muita coisa por nós, do nosso jeito, mas não compreendemos que TUDO deve ser feito para Ele e o por meio d´Ele. Nós somos os servos, não os senhores.

Vejo quase todos os dias pessoas reclamando que a IGREJA não satisfaz suas necessidades, que as pregações não o alimentam, que seu casamento não muda, etc. O problema é que estamos nos alimentando de migalhas achando que estamos nos banqueteando;

Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. – 1 Coríntios 15:19

A fornalha de Pão da vida está pronta para ser despejada sobre nós, mas é necessário que queiramos nos alimentar desse pão e isso requer de nós mudanças, grande mudanças de atitude, requer santidade. Assim como os fariseus, podemos até está orando, e ainda assim não ver o que Jesus está fazendo.

Há dois ingredientes que produzem migalhas, a ignorância da fé e a idolatria da razão. Fomos ensinado desde cedo que devemos ir à igreja, não que deveria ler a bíblia e viver segundo o que ela diz, nos tornamos cristãos culturais, mudamos apenas a religião, mas muitos ainda acredita que ir ao templo aos domingos é tudo. Isso é migalha, diante da vida eterna. Jesus nos ensina que antes de qualquer outra motivação que seja, devemos nos alegrar pelo dom da vida eterna, nosso nome está escrito no livro da vida – Lucas 10:20.

Na época dos juízes houve fome na terra. Um homem de Belém de Judá, com a mulher e os dois filhos, foi viver por algum tempo nas terras de Moabe. O homem chamava-se Elimeleque, sua mulher Noemi e seus dois filhos Malom e Quiliom. Eram efrateus de Belém de Judá. Chegaram a Moabe, e lá ficaram. Morreu Elimeleque, marido de Noemi, e ela ficou sozinha, com seus dois filhos. Eles se casaram com mulheres moabitas, uma chamada Orfa e a outra Rute. Depois de terem morado lá por quase dez anos, morreram também Malom e Quiliom, e Noemi ficou sozinha, sem os dois filhos e o seu marido. Quando Noemi soube em Moabe que o Senhor viera em auxílio do seu povo, dando-lhe alimento, decidiu voltar com suas duas noras para a sua terra. – Rute 1:1-6

Há uma razão porque que as pessoas deixem a Casa de Pão

Noemi, seu marido e seus filhos saíram de Belém porque havia fome em Belém. O significado literal em hebraico para Belém é “casa de pão”. A razão pela qual deixaram a casa de pão era que não havia pão na casa de pão. Uma constatação simples, as pessoas deixam as igrejas ou mudam de igrejas porque não há pão, e os padeiros, pastores e líderes, continuam a ofertas migalhas, qualquer coisa que não seja pão, é migalha, se oferta show, milagre, cura, bênção, 12 passo para o casamento mudar, fogueira santa, etc. Tudo isso não passa de migalhas.

Noemi e sua família têm muito coisa em comum com nossa sociedade, muitos deixam a igreja  porque não encontram alimento, as pessoas estão famintas, e estão procurando alimento em lugares que não produzem alimentos que se precisa. Muitos estão com as prateleiras espirituais vazias e os “padeiros” de plantão parecem não saber fazer pão.

Temos falsamente anunciado que há pão em nossa casa, mas quando vem a fome saímos em busca de poucas migalhas de avivamentos passados. Falamos muito sobre o que Deus fez, mas temos muito pouco a dizer do que Ele está fazendo agora. Temos apenas vestígios do que já foi um dia, um resíduo da glória em extinção, ICABODE.

A crise avassaladora que atinge a sociedade chegou em nossas igrejas, é verdade que estamos assistindo um crescimento da igreja evangélica no Brasil, mas será que temos o que comemorar? Certo pastor afirmou uma vez: “Deus me livre de um pais (Brasil) evangélico”, embora seja forte essa frase, parece fazer algum sentido quando olhamos para o comportamento da sociedade que se diz evangélica. Por que não temos visto uma transformação na sociedade, nos valores, na política, etc? Acredito que estamos ofertando muitas coisas, mas tem faltado PÃO.

O Rev. Hernandes Dias Lopes em seu livro piedade e paixão diz:

Muitos pastores no afã de buscar o crescimento de suas igrejas abandonam o genuíno evangelho e se rendem ao pragmatismo prevalecente da cultura pós-moderna. Buscam não a verdade, mas o que funciona; não o certo, é o que dá certo. Pregam para agradar os seus ouvintes, e não para leva-los ao arrependimento.

Estamos vivendo uma crise doutrinária e teológica, precisamos voltar ao evangelho, sola scriptura. A receita para o Pão é a mesma deixada por Jesus, ARREPENDIMENTO e SANTIDADE. Pouco se houve falar nos púlpitos  sobre céu e infernos, pecado e salvação, é necessário reafirmarmos o que a reforma ensinou; Sola Scriptura, Solus Christus, Sola Gratia, Sola Fide. Chega de migalhas, show, falsos avivamentos, profetadas, etc. É hora de darmos Pão ao faminto.

Não somos um programa culinário como o programa da Ana Maria Braga, que faz receitas deliciosas, mas ninguém do outro lado da TV come, temos que ter a absoluta certeza  que nossos ouvintes entenderam a receita e irão produzir o alimento que sacia sua fome.

Um rumor chega a Moabe

Quando a fome chegou a Belém, as pessoas foram obrigadas a procurarem pão em outros lugares, em nossos dias pessoas também procuram alimentos em “terras” distantes, o dilema é que as alternativas do mundo podem e muitas vezes são mortais. Noemi descobriu isso tarde demais. Moabe é um local cruel, furta os filhos, os sepulta antes do tempo, faz separação entre os cônjuges e rouba nossa vitalidade. Tem muita gente indo a Moabe a procura de pão nem saber que lá encontrar dor e sofrimento. No fim, só restou a Noemi duas noras. Moabe não poupará ninguém.

Sem futuro, sem esperança, Noemi ouve rumores que o Senhor viera em auxilio do seu povo e resolve voltar à Belém. Se somente um boato percorrer os ouvidos dos famintos de que o Pão está de volta à Casa de Pão, seriam tantos os voltariam ou viriam que não conseguiríamos comporta-los em nossos templos.

Tudo que temos que fazer é trazer o Pão de volta à casa de pão.

Curtir ou seguir?

Outro dia ouvi uma “amigo” falar que tinha mais de 2.000 (dois mil) “amigos” em sua rede social, inclusive que era “amigo” de grandes personalidades como Zico, Silas Malafaia, entre outros. Foi quando fiz uma pergunta aparentemente “ingênua”;
– Quando vai ser a próxima vez que você vai jogar no time do Zico? Posso ir só para assistir?
Foi quando ele me disse:
– Tá me fazendo de besta? Somos amigos na rede social, não temos intimidade! Ele ficou irritado comigo dizendo que ou eu era muito ingênuo ou muito sarcástico.

Sou antiquado e as vezes me pergunto quem está errado, eu e minha geração (geração Coca-Cola) ou essa geração (geração fast-food)? Pra essa turma tudo é muito rápido, as amizades são virtuais, as conversas tem apenas 144 caracteres, a comunicação é por meio de rede social e nem se usa mais a grande invenção de Alexander Graham Bell, parece que nossos relacionamentos também se tornaram virtuais, chamamos de amigo pessoas que temos em nossas rede sociais e com a mesma rapidez que se inicia uma “amizade” se termina, basta “deixar de ser amigo”.

Minha preocupação é que parece que esse comportamento chegou “de com força” em nossas igrejas e nos relacionamentos cristãos. quantas pessoas ao serrem questionadas sobre sua religião se dizem cristãos, participantes de uma igreja e/ou denominação, mas será que há compreensão de fato do que essas pessoas se dizem ser ou será que em seus entendimentos ser cristão é como ser amigo do Zico nas redes sociais?

Ser cristão não é bem assim, na rede social de Deus, se é que existe, as coisas funcionam deferente. Deus conhece exatamente todos os participantes, sabe o nome, conhece as alegrias e sofrimentos, sabe qual o maior desejo, conhece os desafios, e não está nem um pouco confuso sobre quem realmente é amigo dEle.

Em João 10:14 diz Jesus:

Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido. – João 10:14 NVI

Nossas igrejas estão repletas “seguidores” e “amigos” de Cristo que dizem tê-lo no coração, mas a questão que fará toda a diferença não é se “curtimos’ ou não Cristo, mas se nosso nome está no livro da vida. Livro que verdadeiramente contém os nomes de todos os AMIGOS e SEGUIDORES de Jesus. E todos os nome que não estiverem escritos neste livro, serão lançados no lago de fogo, enquanto todos cujos nomes aparecem no livro obterão acesso a nova Jerusalém (Apocalipse 20:15, 21:27).

No meio digital em que trabalhei por anos, lembro-me de contratarmos um rapaz simplesmente por ter muitos seguidores nas redes sociais, seu trabalho seria apenas de postar informações de nossos clientes (era uma agencia de publicidade), para a agencia que trabalhei, o que mais importava era a quantidade de “amigos” que aquele rapaz possuía e quantas “curtidas” ele seria capaz de promover em cada publicidade. Alguns anos depois em uma conversa com um amigo que não via a muito tempo fui questionado sobre como ter tanto “amigos” na rede social se eu pouco posto algo. Aquele amigo via-me pouco nos últimos anos, mudei de cidade, de profissão, e de metas pessoais, antes por necessidade nossa conversa girava em torno de tecnologia (já que eu era analista de sistemas), anos sem nos ver e ele sequer perguntou se eu ainda trabalhava com tecnologia, da minha vida pessoal ele não sabia sequer que eu abrira mão da profissão por amor ao ministério, mas ele sabia exatamente quantos “amigos” eu tinha na rede social e quantos posts havia em cada rede social, quantas “curtidas” conseguira.

Decididamente nossos valores estão invertidos, chamamos de amigos aqueles com quem compartilhamos poucas informações sobre a banalidade do dia a dia, curtimos aquilo que achamos “legal”, e acreditamos que pessoas que não conhecemos e que não nos conhece são nossos amigos porque a rede social diz isso, é o caso do meu amigo que diz ser “amigo” do Zico.

Meu amigo fico triste ao perceber que ele e Zico na verdade não eram amigos, e que apesar de compartilharem informações, o relacionamento entre eles estava distante de ser um relacionamento entre amigos.

Em Mateus 25, Jesus fala sobre um grupo de pessoas se conscientizou da verdade a respeito dele tarde demais. Ele constrói a cena de relato angustiante em relação como será o juízo final.

Quando o Filho do homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial. Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda. Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que lhes foi preparado desde a criação do mundo. – Mateus 25:31-34

As ovelhas representam o povo de Deus, os verdadeiro AMIGOS e SEGUIDORES de Jesus. Eles serão louvados pelo seu mestre e introduzidos “no reino que está preparado…” Aos bodes por outro lado:

Então ele dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Malditos, apartem-se de mim para o fogo eterno, preparado para o diabo e os seus anjos. – Mateus 25:41

Todos que estavam diante do trono no texto acima, se consideravam cristãos, estavam esperançosos quanto a aprovação de Cristo, todos assim como em nossos dias diziam uns aos outros, “somos amigos de Jesus”. Quando o Senhor decretou a sentença nenhum deles disse:
-Eu estava errado em não acreditar em Cristo, ou
-Nunca existiu Deus, etc.

Nenhum deles havia se oposto a Jesus, ao ouvirem o veredito agiram como se tivesse havido um erro, todos haviam comparecido ao julgamento com esperança de receberem de Jesus alguma recompensa.

Olha como eu “curti”. Como somos “amigos”. Estavam terrivelmente errados, foram vítimas do autoengano.

Há muitas pessoas que acham que o status nos nossos ciclos sociais quer dizer muita coisa, dizer que faz parte de uma igreja e não ser igreja é o mesmo engano do meu amigo que achava ser amigo do Zico.

Pessoas que trocam a adoração ao Senhor por alguns “amigos” nos fins de semana, pessoas que dizem:
– Tive um aniversário para ir no domingo e deu para ir ao culto…

O problema não o culto, mas sim o coração, ainda acham que a salvação é por está com o status no cadastro de membro da igreja ativo, isso não significa salvação nem que você é AMIGO de Deus. Algumas pessoas acham que o amor do Senhor por nós é maior que sua Justiça e sua Santidade.

Não adianta apenas “curti” Jesus, Ele exige de quem o ama, santidade, transformação de vida e que o coloque acima de qualquer coisa, relacionamento e status, se é assim, uma simples noite que não o adoremos para irmos a uma festa por exemplo, pode se transformar em catástrofe, como o caso das dez virgens.

Importa que quem o adore, o adore em espírito e em verdade. Fico pasmo quando vejo pessoas que se dizem cristãos não saberem responder perguntas básicas do cristianismo, como qual a diferença entre justificação, regeneração e santidade.

Cuidado para não ter um “status” de amigo de Jesus e não ser seu seguidor, para ser seguidor de Jesus não bastar curtir, Ele disse que para seus seguidores, deveriam:
1º – Nega a si mesmo a cada dia
2º Pegar cada um sua cruz
e depois segui-lo…

Áreas de Tentação – Como Obter a Vitória

Vamos ver as áreas nas quais Jesus foi tentado, assim como no seu método para obter a vitória.  Eles são completamente aplicáveis a nós.

PRESERVAÇÃO – Lc 4.3

Temos um desejo interior de nos darmos bem na vida, de sobrevivermos. Temos necessidades. O Diabo pede a Jesus (tenta-o) que use seu poder divino, transforme as pedras em pães. Cristo está com fome e ele tem o poder de mudar as coisas. Mas ele assumira um compromisso que impedia a autossuficiência e o processo independente de tomada de decisão.  Ele tinha uma parceria com Deus Pai.  Ele concordara em seguir a liderança do Pai. Ele não tinha permissão do Pai, além de que a tentação também era uma sutil insinuação de que seu Pai não estava tomando conta dele direito e estava indiferente nessa situação em particular.  Jesus se recusaria a aceitar isso.

Ele concordara em vir à terra para representar os interesses do Pai e estar em completa submissão à sua autoridade, ao seu plano e à sua agenda.  Jo 5.30 – Jo 6.38

Cristo seria o redentor de toda a humanidade. Aqui ele validaria seu direito a ser o Senhor da criação e o Rei entronizado – mas faria isso da maneira do Pai e somente conforme o poder do Espírito Santo o capacitasse.O teste não girava em torno de uma simples refeição, mas sobre quem estava no controle de sua vida. “O que o Pai celestial quer da minha vida neste momento?

Ele é capaz de me sustentar de maneira plena, especialmente quando as coisas parecem tão desanimadoras?” Esse é o teste da preservação. Todos nós vamos enfrentar a mesma decisão. Temos uma ALIANÇA com Deus para seguir sua liderança. Ele prometeu cuidar de nós  e devemos confiar que Deus vai nos sustentar.  Mt 6.33

POSSES – Lc 4.6-8

O Diabo pediu a Jesus que, em vez de adorar a Deus, adorasse a ele.  O Diabo ofereceu um substituto para o plano do Pai, ou seja, de Jesus herdar o Reino.  Em vez de seguir pela avenida de um redentor sofredor, Satanás ofereceu a Jesus uma alternativa mais fácil e conveniente: simplesmente adorá-lo em rebeldia a Deus.  Jesus poderia conseguir o seu Reino sem qualquer dificuldade; ele só tinha que negar sua própria identidade e desviar o alvo de sua lealdade, não servindo mais ao Deus Criador e sim ao Diabo criado e corrompido.

Quem entre nós não fez uma coisa errada para obter alguma vantagem temporária, alguma posse material ou uma posição? Para alguns, é roubar; para outros, é mentir.

Alguns trabalham demais, ignorando esposa e filhos, para ganhar aquele pequeno extra com o objetivo de comprar algum  produto.

ADORAR – É atribuir nossa mais elevada admiração, respeito e lealdade a uma coisa e subjugar todos os sentimentos, ações e pensamentos à sua perspectiva, então negar essa perspectiva é redirecionar alguma medida de adoração. Quando desobedecemos a Palavra para obtermos coisas deixamos de adorar a Deus e adoramos outra coisa. Precisamos conhecer a Palavra de Deus e aplicá-la à nossa vida de maneira consistente.

PRESUNÇÃO – Lc 4.9-11

O Diabo desafia Jesus a fazer uma coisa arriscada: pular do alto do templo para provar que a Palavra de Deus funciona. O Diabo aplicou a Escritura de maneira errada, mas Jesus notou o erro. Deus diz que vai nos proteger, mas não diz que vai limitar as consequências de nossas ações quando elas violam uma verdade revelada. Satanás omite “…em todos os teus caminhos.” – Sl 91.11

Pulamos de prédios – sem paraquedas – quando entramos em compromissos financeiros dos quais realmente não podemos dar conta. Às vezes o risco está nos relacionamentos que mantemos, crendo que podemos nos apegar a pessoas erradas e ir aos lugares errados e isso, por fim, não vai nos afetar.

Deus nos deu sua Palavra e também dará avisos por meio de seu Espírito durante todo o processo de tomada de decisão, bem como uma rota segura de escape. Is 30.21. Ele, porém, não nos resgata de decisões erradas ou de suas consequências até que tenhamos aprendido bem nossa lição: viver apenas de acordo com sua Palavra. Mt 4.4

Jesus passou por todas as provas e, agora, seu direito moral de nos conduzir foi validado e fortalecido.

Somos assolados por várias tentações todos os dias. Alguns dias são piores que outros, mas toda tentação à qual cedemos nos enfraquece um pouco mais, enquanto que toda tentação que vencemos nos fortalece.

Queremos ser lembrados por vencer a tentação e viver acima da mediocridade moral da nossa geração.

Temos que ser vigilantes para superar as seduções de nosso mundo permissivo e os desejos inerentes à nossa natureza pecaminosa.

Devemos aprender a reconhecer a realidade e as estratégias do Diabo e a sermos cuidadosos com nossos apetites, especialmente nos momentos de escassez.

Precisamos ser estudiosos da Palavra, de modo que possamos tanto conhecer quanto usar a verdade de Deus para nos guiar por meio do deserto das influências que competem em nossa vida.

Então, Deus será a verdadeira fonte de nossa segurança à medida que lutamos com as questões da preservação, das posses e da presunção.

Cristão Bíblico ou Cristão Cultural?

Surgiu toda uma geração de cristãos que acreditam ser possível “aceitar” a Cristo sem renunciar o mundo. A. W. Tozer
Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Tiago 1:23-24

Nosso padrão de vida material está alto, mas será que realmente melhoramos de situação? Muitos homens percebem que algo não vai bem em suas vidas, mas não conseguem determinar com clareza o problema. Permanece a sensação estranha de que talvez estejam na corrida errada. Sabem que são financeiramente mais bem-sucedidos que seus pais, mas desconfiam de que podem não estar melhor de vida, O que está realmente acontecendo?

Aproximadamente quarenta anos de consumismo e influência da mídia causaram uma mudança básica nos valores. De maneira geral, vivemos numa cultura dominada pelo conceito de vida secular.
Dois Valores Empobrecidos

O Dr. Francis Schaeffer, em seu livro How Should We Then Live? (Como Devemos Então Viver?), publicado em 1976, observou como as mudanças na arte, na música, no drama, na teologia e na mídia popular afetaram negativarnente os nossos valores.

O Dr. Schaeffer salientou que a maioria das pessoas adotou dois valores empobrecidos; paz pessoal e riqueza. Sua análise perspicaz foi adotada imediatamente como um conceito de consenso porque soava, e soa como verdade. Eis aqui as duas definições práticas que ele dá desses dois valores:

Paz pessoal significa apenas ser deixado em paz, não ficar preocupado com as preocupações das outras pessoas, quer elas estejam do outro lado do mundo, ou do outro lado da cidade — viver a própria vida com possibilidades mínimas de ser incomodado pessoalmente.

Paz pessoal significa querer ter um padrão pessoal de vida sem perturbação durante o tempo em que eu viver, independente dc qual venha à ser o resultado no decorrer das vidas dos meus filhos e netos.

Riqueza significa uma prosperidade esmagadora e cada vez maior — uma vida composta dc coisas, coisas e mais coisas — um sucesso julgado por um nível cada vez mais elevado de abundância material.

Podemos perceber a veracidade das observações do Dr. Schaeffer. Elas nos fornecem uma estrutura que ajuda a explicar muito do que vemos acontecendo no mundo que nos cerca.

Somos atraídos a esses dois valores ao adotarmos o estilo de vida criado pelo mundo, pela mídia.
Um Terceiro Valor Empobrecido

Nas últimos anos tornou-se aceitável  ser conhecido como cristão — ser nascido de novo.

Mas à  medida que se tornou aprovado — até mesmo popular — ser cristão, o preço de se identificar como cristão caiu. Em outras palavras, o risco de ostracismo e o medo de ser taxado de fanático diminuiu, por isso as pessoas podiam identificar-se como “cristãs” com um nível relativamente baixo de risco pessoal. Daí mais e mais pessoas aderirem porque o preço estava mais baixo. Poderíamos dizer que a procura era elástica, baseada no preço.

Mais de 50% das pessoas  acreditam que a religião pode resolver todos ou quase todos os problemas de hoje — muito animador. Muitos  registraram-se como membros de igreja. Hoje no Brasil somos aproximadamente 40 milhões de cristãos.

Aqui está a questão: Se somos quase 40 milhões de cristãos, por que isso não causou maior impacto em nossa sociedade?

A triste realidade é que as alegações de compromisso religioso são numerosas, mas o impacto está menor do que nunca. No exato momento em que os cristãos saíram “às claras”, nossa cultura afundou num esgoto moral.
Como explicar esse fenômeno?

O infeliz resultado dessa popularidade do cristianismo é que um terceiro valor empobrecido evoluiu: o cristianismo cultural. Podemos defini-lo da seguinte forma:

Cristianismo cultural significa buscar o Deus que queremos em vez do Deus que Ele é.

É a tendência à superficialidade em nossa compreensão de Deus, desejando que ele seja mais do tipo vovô bonzinho que nos mima e nos deixa fazer o que queremos.

É sentir uma necessidade de Deus, mas dentro das condições por nós estabelecidas.

É desejar o Deus que sublinhamos em nossas Bíblias sem querer também o restante dele.

É o Deus relativo em vez do Deus absoluto.

Cristianismo cultural é cristianismo tornado impotente.

É cristianismo com pouco ou nenhum impacto sobre os valores e crenças de nossa sociedade. Quando o conceito de vida secular é incorporado ao conceito de vida cristão, nenhum dos dois sobrevive

O cristianismo cultural requer que Deus nos conceda paz pessoal e riqueza para provar que ele nos ama.

É o Deus amor, mas não o Deus santo. Na realidade, Deus nos ama tanto que limpará o cristianismo cultural de nossas vidas, assim como o ourives purifica a prata queimando a impureza.

Como os brinquedos mutáveis com que as crianças brincam, freqüentemente queremos que Deus seja ajustável — que se adapte aos nossos caprichos em vez de nós nos adaptarmos a Ele.

Olhe por um momento o seu estilo de vida.

Até que ponto você acha que esses três valores — paz pessoal, riqueza e cristianismo cultural — descrevem sua própria vida?

Qual tem sido o resultado desse cristianismo cultural, adaptável, em sua vida?